"Fonoaudiologia é uma arte que merece ser mais amplamente conhecida. Você não pode imaginar as acrobacias que sua língua mecanicamente executa para produzir todos os sons da linguagem”, Jean Dominique Bauby, foi Editor Chefe da Revista ELLE em Paris, após ter um AVE e precisar de tratamento fonoaudiológico.

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sábado, 9 de abril de 2011

A Neurologia explica... e a Fonoaudiologia trata a Dislexia

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. 

Eu coloquei esta brincadeira para iniciar o assunto sobre Dislexia - um transtorno da leitura e escrita em pessoas com inteligência normal e sem défices sensoriais. Algumas pessoas com dislexia baseiam-se na letra inicial e final das palavras para conseguir decifrar a palavra pelo contexto. Nem todas elas obtêm sucesso ou agilidade para fazê-lo. 

Entende-se a dislexia como um funcionamento peculiar do cérebro, e não uma doença. O disléxico tem dificuldade de decodificar as palavras e associar o som com a letra. Boder (1973) distinguiu a dislexia em três tipos, classificando-a de acordo com a tipologia do erro ou da dificuldade: quando ler ou escrever palavras conhecidas não é difícil mas ler ou escrever palavras inéditas é, trata-se de uma dislexia disfonética; quando ler é difícil, trabalhoso, demorado mas correto trata-se de uma dislexia deseidética e, portanto, o problema é de decodificação fonética; Quando ambos sintomas de dislexia disfonética e deseidética estão presentes, trata-se da dislexia mista.


A dislexia deve ser avaliada e tratada por uma equipe multiprofissional, pois a leitura e a escrita são processos complexos que envolvem aspectos neurológicos, sensoriais, psicológicos, sociais, culturais, econômicos, e educacionais. Entre estes profissionais, encontram-se neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, pedagogos e fonoaudiólogos. O tratamento fonoaudiológico baseia-se em reforçar todas as habilidades linguísticas, focando na relação fonema x grafema,  na associação do som-símbolo-produção, e no jogo com a estrutura das palavras.




Pestun MSV, Ciasca S, Gonçalves VMG. A importância da equipe interdisciplinar no diagnóstico de dislexia do desenvolvimento. Arq Neuropsiquiatr 2002;60(2-A):328-332.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Acessibilidade: um direito de todos; Promover Saúde, um trabalho para todos os profissionais


Quando eu digo que sou defensora da interdisciplinaridade para promover saúde, eu não digo apenas da necessidade de um trabalho articulado entre aqueles considerados os profissionais da saúde - médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, odontólogos, terapeutas ocupacionais, e etc. Arquitetos e Engenheiros, por exemplo, também podem promover a saúde ao priorizar a Acessibilidade em seus projetos.

Quero compartilhar este vídeo, de apenas 36 segundos,  e convidá-los a refetir sobre Acessibilidade. Nos colocando no lugar das pessoas portadoras de deficiência nos sensibilizamos pela causa e podemos sensibilizar os outros quanto a importância de promover ações pessoais e  projetos coletivos que permitam, em especial ao deficiente, o melhor acesso na sociedade e, portanto, a inclusão social.

Em 2004 tive uma fratura do calcâneo e sofri muito com a falta de Acessibilidade, inclusive dentro da minha própria universidade, no Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da PUC Minas. A universidade recebe muitos estudantes com necessidades especiais e tenho visto que muitas ações foram realizadas desde então para promover a Acessibilidade. Hoje, neste mesmo instituto, o acesso a todos os andares pode ser feito por meio de rampas. Entretanto, ainda há muito trabalho a ser feito no campus Coração Eucarístico,  construído há aproximadamente 50 anos, quando não se priorizava a Acessibilidade.

Outra experiência, no final de 2010, me deixou indignada. Descobri que na agência da Caixa Econômica Federal da Av. Cristóvão Colombo (Savassi, Belo Horizonte) para se dirigir aos caixas, um dos locais mais frequentados de qualquer banco, é necessário subir escadas. Sou portadora da Síndrome de Dor Patelo Femural e de Sobrecarga; ocasionalmente, tenho crises de dor no joelho e consequente dificuldade para subir ou descer escadas. Não podia subir escadas na ocasião; ao questionar a atendente como era a Acessibilidade daquela Agência ela afirmou, "Não temos". Não somente me senti limitada, como também constrangida, pois aparentemente para a atendente eu não tinha qualquer deficiência visível que me impedisse de me dirigir ao caixa. Foi necessário conversar com o gerente da agência para que ele providenciasse um funcionário que me atendesse no térreo.

A Acessibilidade é um direito de todos. Meu pai é portador de Hérnia de Disco, um distúrbio na coluna vertebral. Ele sempre enfrenta dificuldades e precisa justificar aos outros a necessidade de melhores condições de acesso. Eu poderia continuar esta postagem listando vários casos de pessoas que sofreram, sofrem e vão sofrer com a falta de acesso. Vou finalizá-la, entretanto, convidando todos os profissionais à promover  Saúde. Em especial, convido os advogados, conhecidos como defensores públicos, para garantir o acesso de todos.

E você? Como você pode promover saúde, em especial a Acessibilidade? Compartilhe experiências!